segunda-feira, 28 de julho de 2008

Ainda temos chance?


Alguns acreditam que a raça humana é o apocalipse do planeta.


Que a Caixa de Pandora quando aberta, apresentou o primeiro homem.


Eu, particularmente, acredito que desde o ínicio ela vem sendo mal conduzida.


Atravessou sua evolução caminhando da forma mais brutal possível, e o resultado estamos vendo todos os dias a muito tempo...


Mas alguns perceberam isso muito cedo, e deram nome para isso; chamaram esse fenômeno de Maldade.


E não gostaram nem um pouco do que viram...








Pelo que lutamos.

Algum tempo atrás, por toda a Terra, caminhavam hordas assassinas, que por onde passaram, trouxeram a guerra, a morte e a destruição de todas as conquistas que por uma vida inteira vários lutaram.

Sem a menor piedade passaram como um furacão; inesperado, rápido e brutal.

Antes do amanhecer da Humanidade, ela já havia sido conquistada e seu destino traçado por esses fortes conquistadores, estava fadado a padecer do maligno.

Por anos, pequenos grupos se armaram e dentro de sua inocência combateram bravamente essa ordem dominante. Foram chamados de tolos, e logo essas revoltas começaram a fazer parte contexto e não alterou em nada o curso das coisas.

Mas o ódio cresceu e a cada morte, a cada violação, a cada posse, se tornou insuportável.

Foi quando os Deuses da terra se encontraram.

Num campo de ar seco, onde o vento trás o cheiro de vidas passadas e lutas recém travadas o silêncio incomodo é quebrado pelo cavalgar lento de um grande camelo negro. Ornado de ouro dos pés a cabeça seu pisar é marcante e sua urgência se perdera á séculos. Não Haveria mais nada na terra em seu caminho.
De seu cavaleiro, por um vislumbre, poderíamos ver alguma luz do conjunto de sua pesada Cimitarra e adaga. Ele seria o anfitrião do lugar.

No horizonte uma nuvem de poeira se formou tão rápido quanto o piscar de olhos, e ao longo se viu o manto vermelho que parecia uma montanha de sangue e o sol refletia sob o elmo do Romano que chegava à Biga puxada por dois enormes cavalos brancos. O estrondo dos cascos e das rodas foi rápido, e logo o carro freava no campo sob o olhar frio do Árabe.

Um trovão. Uma fúria de ventos tomou conta do lugar e sobre a cabeça deles o céu se fechou em nuvens negras, e delas a luz brotou num enorme raio cuja eletricidade caminhou pelos ossos de todos num raio de quilômetros causando um calafrio. Seria o presságio do que estava por vir. Ao cessar a luz lá estaria o enorme guerreiro coberto pela pele do maior urso que vivera.

Ainda se escutara o som do trovão quando uma enorme besta que flamejara chamas como um sol gritou no Céu, e o vermelho de sua pele riscaram no horizonte uma linha maravilhosa ao descer e subir e sumir.
Dentre o grupo silenciosamente estava ele cujos traços e o fino olhar ressaltava de seu porte e trajes brancos,

Por trás do grupo uma sombra se formara e o último deles observava tudo. Pacientemente sua chegada parecia como se o tempo por segundos parasse e que o único se movendo fosse o negro, antigo, milenar atemporal trajando seu corpo com apenas o couro do leão.

Todos se fitaram por algum tempo. Passaria pela cabeça de cada um deles; seríamos iguais em nossas posses? Em nossas casas? Em nossa força?

Foi quando o mais antigo desejou.

Deixarei meus filhos e netos e suas casas em paz.

Todos disseram o mesmo dentro de suas orações e vislumbraram ao longo a onda que se formava em sua direção.

E eles foram ao encontro do Mal.

Isso foi há algum tempo, e não restavam lembranças desse momento.

Até agora...

o trovão

o trovão
raios, raios multiplos!