
Pelo que lutamos.
Algum tempo atrás, por toda a Terra, caminhavam hordas assassinas, que por onde passaram, trouxeram a guerra, a morte e a destruição de todas as conquistas que por uma vida inteira vários lutaram.
Sem a menor piedade passaram como um furacão; inesperado, rápido e brutal.
Antes do amanhecer da Humanidade, ela já havia sido conquistada e seu destino traçado por esses fortes conquistadores, estava fadado a padecer do maligno.
Por anos, pequenos grupos se armaram e dentro de sua inocência combateram bravamente essa ordem dominante. Foram chamados de tolos, e logo essas revoltas começaram a fazer parte contexto e não alterou em nada o curso das coisas.
Mas o ódio cresceu e a cada morte, a cada violação, a cada posse, se tornou insuportável.
Foi quando os Deuses da terra se encontraram.
Num campo de ar seco, onde o vento trás o cheiro de vidas passadas e lutas recém travadas o silêncio incomodo é quebrado pelo cavalgar lento de um grande camelo negro. Ornado de ouro dos pés a cabeça seu pisar é marcante e sua urgência se perdera á séculos. Não Haveria mais nada na terra em seu caminho.
De seu cavaleiro, por um vislumbre, poderíamos ver alguma luz do conjunto de sua pesada Cimitarra e adaga. Ele seria o anfitrião do lugar.
No horizonte uma nuvem de poeira se formou tão rápido quanto o piscar de olhos, e ao longo se viu o manto vermelho que parecia uma montanha de sangue e o sol refletia sob o elmo do Romano que chegava à Biga puxada por dois enormes cavalos brancos. O estrondo dos cascos e das rodas foi rápido, e logo o carro freava no campo sob o olhar frio do Árabe.
Um trovão. Uma fúria de ventos tomou conta do lugar e sobre a cabeça deles o céu se fechou em nuvens negras, e delas a luz brotou num enorme raio cuja eletricidade caminhou pelos ossos de todos num raio de quilômetros causando um calafrio. Seria o presságio do que estava por vir. Ao cessar a luz lá estaria o enorme guerreiro coberto pela pele do maior urso que vivera.
Ainda se escutara o som do trovão quando uma enorme besta que flamejara chamas como um sol gritou no Céu, e o vermelho de sua pele riscaram no horizonte uma linha maravilhosa ao descer e subir e sumir.
Dentre o grupo silenciosamente estava ele cujos traços e o fino olhar ressaltava de seu porte e trajes brancos,
Por trás do grupo uma sombra se formara e o último deles observava tudo. Pacientemente sua chegada parecia como se o tempo por segundos parasse e que o único se movendo fosse o negro, antigo, milenar atemporal trajando seu corpo com apenas o couro do leão.
Todos se fitaram por algum tempo. Passaria pela cabeça de cada um deles; seríamos iguais em nossas posses? Em nossas casas? Em nossa força?
Foi quando o mais antigo desejou.
Deixarei meus filhos e netos e suas casas em paz.
Todos disseram o mesmo dentro de suas orações e vislumbraram ao longo a onda que se formava em sua direção.
E eles foram ao encontro do Mal.
Isso foi há algum tempo, e não restavam lembranças desse momento.
Até agora...